{"id":1639,"date":"2024-05-27T09:28:45","date_gmt":"2024-05-27T12:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/hugeducation.com.br\/?p=1639"},"modified":"2024-05-27T09:28:46","modified_gmt":"2024-05-27T12:28:46","slug":"a-comunicacao-nao-violenta-como-ferramenta-para-habilidades-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hugeducation.com.br\/en\/2024\/05\/27\/a-comunicacao-nao-violenta-como-ferramenta-para-habilidades-sociais\/","title":{"rendered":"A Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta como ferramenta para Habilidades Sociais"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Mayra Moura<\/em> &#8211; Consultora Pedag\u00f3gica<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"643\" src=\"https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-1024x643.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1640\" srcset=\"https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-300x188.jpg 300w, https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-768x482.jpg 768w, https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-1536x965.jpg 1536w, https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-2048x1286.jpg 2048w, https:\/\/hugeducation.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/top-view-solidarity-concept-650x408.jpg 650w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cQuem n\u00e3o se comunica, se trumbica\u201d. Com esse bord\u00e3o, Chacrinha (Jos\u00e9 Abelardo Barbosa de Medeiros, 1917-1988), grande apresentador brasileiro de r\u00e1dio e televis\u00e3o, alegrava seus expectadores nas d\u00e9cadas de 1950 at\u00e9 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>Chacrinha era um comunicador nato. Sabia, como ningu\u00e9m, usar a comunica\u00e7\u00e3o a seu favor. Para tal, existem ferramentas que podem ser aprendidas para enriquecer nossas habilidades sociais; aprendidas por meio da educa\u00e7\u00e3o socioemocional nas escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas ferramentas, em especial, \u00e9 a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta (CNV) proposta por Marshall B. Rosenberg, psic\u00f3logo norte-americano, refer\u00eancia no aprimoramento da comunica\u00e7\u00e3o humana: \u201cuma abordagem espec\u00edfica da comunica\u00e7\u00e3o \u2014 falar e ouvir \u2014 que nos leva a nos entregarmos de cora\u00e7\u00e3o, ligando-nos a n\u00f3s mesmos e aos outros de maneira tal que permite que nossa compaix\u00e3o natural flores\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com a CNV, Rosenberg nos alerta para o fato de que muitos dos conflitos e situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia ocorrem pelo modo como nos expressamos e ouvimos os outros, nos afastando de nosso estado natural de ser humano que \u00e9 o estado da compaix\u00e3o. Para ele, mesmo em situa\u00e7\u00f5es adversas, a CNV \u00e9 um meio diferente de falar e ouvir que \u201cse baseia em habilidades de linguagem e comunica\u00e7\u00e3o que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como fazemos isso? Como colocar em pr\u00e1tica e estabelecer rela\u00e7\u00f5es de paz e n\u00e3o violentas? A CNV engloba quatro passos e n\u00e3o precisa que o outro interlocutor da comunica\u00e7\u00e3o a pratique. O outro ser\u00e1 envolvido no pr\u00f3prio fluxo de fala e escuta: \u201ca compaix\u00e3o inevitavelmente floresce quando nos mantemos fi\u00e9is aos princ\u00edpios e ao processo da CNV.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 o da observa\u00e7\u00e3o: o que as outras pessoas est\u00e3o fazendo ou dizendo? Essa deve ser uma observa\u00e7\u00e3o sem julgamentos; \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o do fato. O truque \u00e9 manter-se isento. O segundo passo consiste em identificar nossas emo\u00e7\u00f5es frente ao que est\u00e1 acontecendo: raiva, tristeza, alegria, medo? Outras? \u00c9 um olhar de compaix\u00e3o para consigo mesmo. Em seguida, o terceiro passo diz respeito \u00e0s nossas necessidades: o que realmente eu necessito nesta quest\u00e3o em espec\u00edfico? Com quais emo\u00e7\u00f5es sentidas minhas necessidades se relacionam? Por fim, o quarto passo \u00e9 o pedido propriamente dito, a partir da necessidade que foi reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, uma m\u00e3e poderia dizer ao seu filho: quando eu vejo a pia cheia de lou\u00e7as sujas, fico triste, porque preciso da pia limpa para fazer o jantar. Voc\u00ea poderia lavar a lou\u00e7a que usa durante o dia?<\/p>\n\n\n\n<p>Parte do processo da CNV \u00e9 esse, simples e claro. Outra parte \u00e9 receber essas informa\u00e7\u00f5es dos outros:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cn\u00f3s nos ligamos a eles primeiramente percebendo o que est\u00e3o observando e sentindo e do que est\u00e3o precisando; e depois descobrindo o que poderia enriquecer suas vidas ao receberem a quarta informa\u00e7\u00e3o, o pedido. \u00c0 medida que mantivermos nossa aten\u00e7\u00e3o concentrada nessas \u00e1reas e ajudarmos os outros a fazerem o mesmo, estabeleceremos um fluxo de comunica\u00e7\u00e3o dos dois lados, at\u00e9 a compaix\u00e3o se manifestar naturalmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNV, portanto, pode ser utilizada em todos os n\u00edveis de comunica\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00f5es diversas. Desde epis\u00f3dios corriqueiros at\u00e9 grandes conflitos entre povos e pa\u00edses, passando pelo ambiente escolar ou por assembleias e f\u00f3runs internacionais; de t\u00e9cnicas de aprimoramento pessoal e at\u00e9 mesmo no campo profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja bem-vindo(a) \u00e0 CNV, seja bem-vindo(a) \u00e0 uma cultura de paz: \u201cA forma \u00e9 simples, mas profundamente transformadora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia: ROSENBERG, Marshall B. <strong>Comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta:<\/strong> t\u00e9cnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. S\u00e3o Paulo: \u00c1gora, 2006.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mayra Moura &#8211; Consultora Pedag\u00f3gica \u201cQuem n\u00e3o se comunica, se trumbica\u201d. 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